16 de Maio
Benguela tem grandes tradições de desporto motorizado, mas com a guerra, ficaram muitos anos sem realizar. Tive mesmo sorte, porque acabei de assistir á primeira corrida depois de tantos anos.
É um circuito citadino, com passadeiras, passeios e quase sem escapatórias. Para abrir as hostilidades, a primeira corrida foi a das cinquentinhas,

todas elas Yamaha DT50LC das antigas, ainda de travão de tambor á frente. Equipamentos só mesmo o capacete e sem viseira ou qualquer tipo de óculos. Luvas ou botas idem aspas mas que elas andam, andam.

A seguir vem as 600 sim, eu disse as 600 num circuito citadino. Malucos mesmo, com as motos sempre a derraparem, tal a quantidade de pó que o asfalto tem. Tinha olhado para as motos e para os pilotos antes, tirei-lhes “a pinta” e resolvi tirar uma foto com o Vuty e não é que ele ganhou limpinho e com grande avanço.
Para finalizar, veio os 200 kms de Benguela de carros, com todas as classes juntas mas com classificações á parte. Aqui venceu um miúdo de 18 anos num Radical com motor Hayabusa 1300.
Muita falta de segurança, com pessoas a verem a corrida nas partes de fora das curvas, um cão que resolveu invadir a pista e com a confusão, perdeu o norte e demorou a sair de dentro da pista, sem antes ter ganho o dia quando três carros quase a par passaram a fundo pelo desgraçado.

Para finalizar, conheci o David Rebelo, importador AJP para Angola e que tinha acabado de ser operado á mão, pois corre de Honda CBR 600, mas na última corrida experimentou o tapete do autódromo de Luanda. Isto de viajar tem partes muito boas e hoje quando acabou as corridas e fui buscar a moto tinha um bilhete do “Paulo do Marcoi de Canaveses” com o número de telemóvel para se precisasse de alguma coisa. Vai daqui um agradecimento e um abraço para este Tuga.
Amanha, vou dormir a Lubango mas vou tentar sair cedo que já me falaram que vou apanhar cinquenta quilómetros mesmo maus.